Dez descobertas científicas de 2009 com selo português

Das perspectivas de tratamento de doenças como o cancro à descoberta de novas espécies
Investigadores portugueses, dentro ou fora de portas, marcaram pontos em 2009. Alguns estiveram mesmo na base de descobertas de grande impacto internacional.

A detecção de ADN com uma vulgar impressora, a descodificação do genoma do cancro da mama ou a descoberta de novos planetas são alguns dos avanços envolvendo cientistas nacionais que marcaram o ano que terminou.
Descodificador do genoma do cancro da mama, em português

Sensor de ADN barato e amigo do ambiente
Já do mesmo "forno" do célebre transístor de papel português saiu, em 2009, um sensor de ADN barato e amigo do ambiente. Pela primeira vez foi estabelecido um método de detecção de ADN usando uma vulgar impressora de jacto de tinta, com recurso a materiais e tecnologia de baixo custo. O novo sensor, desenvolvido por uma equipa conjunta dos departamentos de Ciência dos Materiais e Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, foi publicado pela revista Biosensors and Bioelectronics. Um trabalho feito por cientistas nacionais e em Portugal. A aplicação prática deste sensor consiste na sua inclusão num sistema de diagnóstico "que pode prevenir, fazer um rastreio de uma forma extremamente simples, rápida e barata, e detectar se as pessoas estão doentes ou não", explicou Elvira Fortunato, especialista em microelectrónica.

Portugal tem o maior conjunto de fósseis de trilobites do mundo
O País entrou, em 2009, no mapa da paleontologia com o maior e mais completo conjunto de fósseis de trilobites do mundo. Foi descoberto na região de Arouca, perto de Aveiro, por uma equipa de paleontólogos espanhóis e portugueses. Entre os fósseis encontrados estão também os maiores exemplares conhecidos. Isto porque até agora, os restos destes seres pré-históricos, que dominaram os mares até há 250 milhões de anos, não ultrapassavam os 10 centímetros de comprimento, mas os de Arouca chegam aos 30. Alguns restos mostram que os exemplares podiam atingir mesmo os 90 centímetros. A descoberta foi publicada na revista Geology.

... e baptizou nova espécie de dinossauro
Mas no das descobertas pré-históricas, o País foi mais além, baptizando um novo dinossauro o Miragaia longicollum. A nova espécie foi descoberta na Lourinhã pela equipa do paleontólogo Octávio Mateus, do museu daquela localidade e da Universidade Nova de Lisboa. Este é um novo estegossauro que os seus descobridores baptizaram de Miragaia longicollum, um nome cheio de significados. Entre eles, o de pescoço comprido, uma das imagens de marca da espécie. O artigo descrevendo o novo dinossauro, que viveu no Jurássico Superior (há 150 milhões de anos), publicado na Proceedings of the Royal Society, pela equipa liderada por Octávio Mateus, culminou um trabalho de dez anos.

32 novos planetas com a marca de um português
Em 2009 foi anunciada a descoberta de 32 planetas fora do sistema solar. O responsável pela divulgação, que aconteceu no Porto, foi Nuno Cardoso Santos, investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto e membro da equipa que fez a descoberta e que fez com que a barreira dos 400 planetas extra-solares "tenha sido ultrapassada". Os planetas encontrados são "gigantes", como explicou o cientista: "A maioria é semelhante a Júpiter", explicou o investigador português.

Trabalham em Portugal os melhores em cardiotocografia
João Bernardes e Diogo Ayres de Campos, obstetras, professores e investigadores do Departamento de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, foram considerados, respectivamente, o primeiro e terceiro melhores inves- tigadores do mundo em cardiotocografia pela BioMedExperts. A cardiotocografia é a monitorização contínua da frequência cardíaca do feto e das contracções uterinas da grávida.

Descoberta nova espécie...
Carlos Afonso, um biólogo do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve descobriu, durante um mergulho, uma nova espécie de búzio. O minúsculo Fusinus albacarinoides foi encontrado durante um trabalho de campo em 2009 e que tinha como objectivo traçar um mapa da biodiversidade da costa algarvia. Foi a primeira vez que este gastrópode foi identificado e registado a nível mundial. "Começámos a descobrir indivíduos desta nova espécie a partir de 2002 e 2003, entre as zonas marítimas de Albufeira e Armação de Pêra", disse Carlos Afonso. A nova espécie tem cerca de vinte milímetros de comprimento e oito de diâmetro. E embora o género Fusinus seja bastante comum e exista um pouco por todo o mundo, a nova espécie foi, para já, apenas identificada na costa algarvia, diz a equipa de biólogos da Universidade do Algarve. "Acreditamos que é endémica da nossa costa", frisou o biólogo que, apesar de ter 36 anos, já não é um novato na matéria de descobertas.

Ajudar a controlar as células imunitárias
Ainda no campo da saúde, outra descoberta portuguesa de 2009 correu mundo. Uma equipa de investigadores da Unidade de Imunologia Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa descobriu como se podem identificar e controlar células imunitárias. O objectivo é conseguir levar os linfócitos T a actuar apenas contra as infecções e para que não promovam doenças auto-imunes como a diabetes. Tratam-se de células responsáveis pela defesa do organismo contra infecções ou pelo desenvolvimento de doenças auto-imunes. A descoberta feita vem com o objectivo de controlar os linfócitos T para actuarem contra infecções e não para promoverem doenças como a diabetes. O estudo, realizado em Portugal por especialistas nacionais em colaboração com equipas estrangeiras, foi publicado na edição online da prestigiada revista científica Nature Immunology. "Descobrimos uma maneira de diferenciar duas populações de linfócitos T que produzem factores com actividades biológicas distintas", disse o responsável pela equipa, Bruno Silva Santos.

Novo tratamento para o Alzheimer e Parkinson
Investigadores portugueses lideram um consórcio europeu de cinco parceiros criado para produzir um novo medicamento com propriedades analgésicas e que poderá ser usado na terapia das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. O projecto para desenvolver um novo produto arrancou no ano passado e deverá durar quatro anos. Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, explicou que o novo medicamento resultou da transformação de uma molécula isolada do cérebro de mamíferos por cientistas japoneses nos anos 70, mas posteriormente abandonada por falta de interesse farmacológico. O que este grupo de investigadores conseguiu foi "transformar a molécula de modo a poder ser introduzida na corrente sanguínea, passando daí ao cérebro, mantendo as suas propriedades analgésicas e de protecção contra as doenças neurodegenerativas".

Telhas 'bonitas' e que alimentam o resto da casa
E quem pensa nas telhas de uma qualquer casa assume apenas o papel de proteger a casa do clima, engana-se. Um grupo de investigadores das universidades do Minho e da Nova de Lisboa apostam no contrário e estão a desenvolver um projecto de construção de telhas, mas com capacidade de produção de energia fotovoltaica. Um dia destes, todo o telhado de uma habitação será o seu principal ponto de fornecimento de energia, garantem os especialistas. Este projecto, na fase de protótipo, mas já a despertar interesse de várias empresas, é ainda um segredo bem guardado. E é aqui que "entra" um outro projecto Solar Tiles. Esta tecnologia, tem sido alvo de grande interesse por ser gerador de "uma energia eléctri-ca amiga do ambiente e econo-micamente atractiva". Mas apesar da utilidade, a sua aparência inestética pode ser um entrave à comercialização. Para isso tem vindo a criar-se um novo conceito, Building Integrated Photovoltaics, que consiste em aplicar estes equipamentos como elementos estruturantes dos edifícios, substituindo os materiais convencionais.
in algures no Goggle...

geotube

Transporte de Sedimentos num rio
http://www.youtube.com/watch?v=B6p5jXDhDvI


Meteorização química
http://www.youtube.com/watch?v=Q7qBD8VrTl8

Minerais e rochas (parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=8zmTP_8w6Qs

observação de rochas e minerais
http://www.youtube.com/watch?v=jjg9FHyuNvU

Profissão: Geólogo
http://www.youtube.com/watch?v=o_341wGR_s0

Geografia: Placas Tectônicas - Geologia
http://www.youtube.com/watch?v=a1P9FtOAH6s

Obsidiana

Os antigos mexicanos faziam espelhos para a adivinhação com a obsidiana polida e, por isso, era chamada de "pedra divina".
A obsidiana preta pode auxiliar a trazer mais luz a um mundo obscurecido.

Também ajuda quem deseja sair do vício das drogas. Essa pedra atua como um agente elevado de conscientização neste planeta.

Age atraindo as qualidades da alma para o corpo, purificando qualquer energia de vibração menor, sendo utilizada por quem atua na área espiritualista.


http://www.tarotistas.com/secciones/piedras/Obsidiana_Copo

Obsidiana é um tipo de vidro vulcânico, formado quando a lava arrefece rapidamente, por exemplo, fluindo sobre água. Consiste em 70% ou mais de sílica (SiO2 - dióxido de silício). A obsidiana não é um mineral verdadeiro por não ser cristalino e, além disso, é muito similar na composição ao granito e riolito. É classificada às vezes como um mineralóide.

As cores da obsidiana variam, dependendo da presença das impurezas. Ferro e magnésio tipicamente dão à obsidiana uma cor verde escura a preta. A inclusão de pequenos cristais brancos, aglomerados radiais de cristobalite produzem um padrão manchado ou de "floco de neve". Pode conter bolhas de ar, restantes do fluxo da lava, alinhados ao longo de camadas criadas como a rocha derretida estava fluindo antes de ser refrigerada. Estas bolhas podem produzir efeitos interessantes tais como um reflexo dourado ou do arco-íris. As pepitas pequenas de obsidiana que naturalmente foram arredondadas e alisadas pelo vento e pela água são chamadas de "lágrimas de apache". A obsidiana é relativamente macia, com uma típica dureza de 5 a 5,5. Sua densidade é aproximadamente 2,6.

Obsidiana é usada geralmente para finalidades ornamentais, porque possui a propriedade peculiar de apresentar uma aparência diferente de acordo com a maneira como é cortada. Quando o corte for num sentido a superfície apresenta um preto bonito; quando cortado através de outro sentido aparece cinza.

A obsidiana foi usada em determinadas culturas da idade da pedra porque pode ser fraturada para produzir lâminas afiadas ou pontas de seta. Como todo o vidro e alguns outros tipos de rochas naturais, a obsidiana fractura-se de forma conchoidal. Pode também ser lustrada para criar espelhos.

Na era pré-colombiana o uso da obsidiana na Mesoamérica era sofisticado para produzir esculturas e ferramentas. As lâminas de obsidiana podem ter uma borda de corte tão fina como os bisturis de aço cirúrgico de qualidade muito elevada. Os mesoamericanos fizeram também um tipo de espada com lâminas de obsidiana montados em um corpo de madeira. Entre os astecas, essa espada tinha o nome de macuahuitl. Entretanto, ainda hoje são usadas (segundo documentário no Discovery Chanel), em cirugias oftálmicas devido às suas propriedades de corte extremamente finas.

Obtido em http://pt.wikipedia.org/wiki/Obsidiana

Cratera de Marte!



Imagem de Nasa.com
Uma nova imagem em 3D divulgada pela Nasa revelou detalhes da cratera Mojave, em Marte. A foto, tirada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, mostra os materiais rochosos

A Mojave, uma das maiores crateras marcianas, tem cerca 10 milhões de anos e 60 quilômetros de diâmetro, um tamanho considerável para a sua idade, segundo astrónomos da agência espacial americana. Por causa destas características, ela pode ajudar os cientistas a entenderem melhor a geologia do planeta, já que formações desse tamanho geralmente são bem mais afectadas pela erosão, sedimentação e outros processos geológicos. Crateras jovens como a Mojave revelam informações sobre o processo de impacto, derretimento e depósitos no solo de Marte

aRqUeOloGia BrAsiLeiRa


Devo confessar que é com algum agrado que vejo retomado o tema do Património que, como é sabido, é um tanto ou quanto sensível e polémico.
Arqueologia é o estudo e salvaguarda do património, seja ele arquitectónico, paisagístico, cultural, geológico, pessoal/ tradicional...
Património implica no seu conceito"pátria", o que remete para tradição...
A partilha do conhecimentos tradicionais por um lado eleva o valor de património, mas por outro sendo partilhado e adoptado pela humanidade, se converte em patentes da humanidade com valor economico!!
Idealmente seriam aplicados sistemas de protecção, a arqueologia preventiva e educação patrimonial, assim como preservação arqueológica e legislação adequada.

Como já foi referido, torna-se evidente o facto de haver dinheiro para tudo, menos para o património. Na minha opinião é uma questão de mentalidades. Quantas vezes não se ouve dizer "o progresso tem de continuar", face ao embargo de obras devido ao aparecimento de vestígios arqueológicos, ou mesmo "a barragem devia ter sido construída", relativamente à questão das gravuras de Foz Côa, ao fim de tantos anos...

Continuam a ser destruídos vestígios e sítios arqueológicos, com ou sem conhecimento dos arqueólogos, que ao que parece começam a mudar as suas mentalidades, uma vez integrados nas empresas de construção. Ainda que sejam estas as entidades que empregam, será que os profissionais perdem o seu dever ético e deontológico de salvaguardar os testemunhos do passado??

Parece-me que grande parte do problema passa pela divulgação de informação.
Quantas pessoas em Portugal terão conhecimento do valor científico das gravuras, de forma a poderem acarinhá-las e defendê-las?? conhecerão os contributos científicos que estas proporcionam?
Isto, sem contar que o conceito de "Museu" em Portugal continua extremamente antiquado, sendo visto como um local onde ainda é necessário baixar a voz para não incomodar, e onde a interacção com o visitante é mínima. Temos, portanto, museus tradicionais e ultrapassados...

Será que os portugueses têm consciência de que só são portugueses porque existe todo um património cultural, arquitectónico,... construído ao longo de séculos de história, que suporta esta identidade?

Penso que será necessário reforçar todas estas ideias. Explicar ao cidadão comum porque é que um "monte de pedras" se torna tão importante, e porque deverá ser acarinhado, defendido, protegido. No entanto, não deverá ser uma coisa feita de forma efémera. É uma ideia que tem de manter-se viva no espírito de cada um.

Ainda assim não é conveniente que a classe de profissionais ligados ao Património, na qual se inserem os arqueólogos esqueça o seu vital papel nesta propagação de conhecimento e informação. Quantas vezes há trabalhos que não são alvo de publicações finais que supostamente deveriam dar conta do que neste foi desenvolvido??

Se a divulgação não acontece no meio científico, que dizer face ao público geral?!
Sucessivos crimes contra o património continuam a acontecer, sem que sejam conhecidos publicamente.

Que fazer quando se encontra algo que se supõe ter valor patrimonial?
No Art.º 2, a Lei de Bases do Património Cultural (Lei 107/2001, de 8 de Setembro), define património cultural como o conjunto dos bens [móveis ou imóveis, materiais ou imateriais] que constituam “testemunhos com valor de civilização ou de cultura portadores de interesse cultural relevante”. Clarifica ainda que esse interesse poderá ser “histórico, paleontológico, arqueológico, arquitectónico, linguístico, documental, artístico, etnográfico, científico, social, industrial ou técnico”, e materializado em testemunhos associados a “valores de memória, antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade”.
No caso particular do património arqueológico, especifica-se que “quem encontrar, em terreno público ou particular, ou em meio submerso, quaisquer testemunhos arqueológicos fica obrigado a dar conhecimento do achado no prazo de 48 horas à administração do património cultural competente ou à autoridade policial, que assegurará a guarda desses testemunhos e de imediato informará aquela, a fim de serem tomadas as providências convenientes” (Art.º 78).
Poderá recorrer-se também à instituição que tutela esta área a nível nacional, no caso o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico – IGESPAR.

O estudo das relações entre história, arqueologia, arquitectura e memória dos saberes na construção social do património das culturas e a relação com o património cultural, material e imaterial, saberes tradicionais da memória das sociedades. Incentiva pesquisas: inter-relações entre as manifestações sociais, económico -culturais e meio ambiente urbano / rural no presente e a interface com a Arqueologia; estudos dos processos naturais e antrópicos e instrumentos de gestão do património natural/cultural.
Caminho da preservação da arqueologia, património e conhecimentos tradicionais:
Pretende-se formar profissionais habilitados, científica e tecnicamente, na inventariação, preservação e valorização do Património Construído, Arqueológico e Humanístico do País.

- Serviços culturais de inventariação e preservação de bens culturais;
- Gabinetes de estudos integrados e gabinetes técnicos locais;
- Equipas pluridisciplinares em projectos de intervenção e reabilitação patrimonial;
- Museus, sítios patrimoniais e demais organismos de gestão e fruição de bens patrimoniais;
- Associações de defesa do património;
- Empresas especializadas em Arqueologia e intervenção patrimonial;
- Empresas de divulgação e promoção cultural.

Hugo Gomes
23 Fev 2010

Programa final Direito patrimonio@Mação




MESTRADO EM TÉCNICAS DE ARQUEOLOGIA (IPT)
DOUTORAMENTO EM QUATERNÁRIO, MATERIAIS E CULTURAS (UTAD)
Unidade de Investigação sobre Gestão do Património Cultural do Instituto Terra e Memória
VI Jornadas de Arqueologia Iberoamericana - Mação, 5 a 7 de Março de 2010
Seminário
Direito ao Património Como Direito Fundamental
(org. Luiz Oosterbeek, Rossano Lopes Bastos)
Data: 05 e 06 de Março de 2010
Local: Museu de Arte Pré-histórica de Mação (Portugal)
Informações e inscrições: mu...@cm-macao.pt
O século XX consolidou a globalização económica, mas num quadro de atomização de conhecimentos, de decomposição das estruturas de socialização previamente existentes, de crise de identidades culturais e, sobretudo, de grande protagonismo do individualismo e niilismo, filhos directos dos movimentos populistas, ditatoriais e das democracias insuficientes que marcaram o século.
É neste campo que o Património assume um papel social relevante. Os sítios arqueológicos, os museus, o patrimônio cultural material e intangível, os monumentos, as bibliotecas e os arquivos, mas também os rios, as florestas, as paisagens culturais; rurais e urbanas são construtores de identidades, memórias, pertencimentos, são utensílios para o preenchimento das vidas com múltiplos sentidos, múltiplos olhares, são inimigos da alienação.
A gestão do Património, cultural e natural, e o quadro jurídico que a suporta, foi construída ao longo do século XX numa perspectiva preservacionista, defensiva, que inscreveu o Património no quotiano como memória. As reflexões que atravessam a gestão patrimonial nas últimas duas décadas tendem, contudo, a considerá-lo a partir da cidadania, como um direito fundamental, reinscrevendo-o como componente da reorganização social, como elemento dinâmico.
O Seminário convoca perspectivas em debate essencialmente no plano jurídico, interrogando-se em que medida a legislação existente e a jurisprudência se encontram adequadas às reflexões antes referidas. Serão estruturados diversos painéis temáticos, confrontando perspectivas emergindo da esfera profissional jurídica e patrimonial, visando aproximar os dois universos de pesquisa em Portugal e no Brasil.
OBJECTIVO
O Património como direito fundamental tem sido no final do século passado e inicio deste um elemento do discurso reinvidicativo de cidadania, pertencimento e emancipação. No campo das minorias e grupos vulneráveis, a preservação do conhecimento tradicional e dos vestígios arqueológicos tem de alguma forma chamado a atenção para esse campo da cultura da humanidade, e reinserido no plano mundial as discussões sobre a importante preservação da diversidade do patrimônio cultural mundial. Nas esferas normativas algumas nações avançaram em seus instrumentos de acautelamento e propiciaram espaços formais de atuação na defesa destes direitos fundamentais.O seminário em tela pretende atrair uma parcela de profissionais renomados no Brasil e Portugal, a fim de oferecer encaminhamentos e proposições que ampliem de forma sustentável o acesso e a apropriação do patrimônio cultural desss nações.

Guiné Bissau



A Guiné-Bissau é um país da costa ocidental de África que se estende desde o cabo Roxo até à ponta Cagete. Faz fronteira a norte com o Senegal, a este e sudeste com a Guiné-Conacri (ex-francesa) e a sul e oeste com o oceano Atlântico. Além do território continental, integra ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o arquipélago dos Bijagós, separado do Continente pelos canais do rio Geba, de Pedro Álvares, de Bolama e de Canhabaque.
Foi uma colónia de Portugal desde o século XV até à sua independência, em 1974. Atualmente faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), das Nações Unidas, dos PALOP e da União Africana
Antes da chegada dos Europeus, a região da atual Guiné-Bissau constituía uma parte do reino de Gabu, tributário do Império Mali, partes do qual subsistiram até ao século XVIII. O primeiro navegador e explorador europeu a chegar à costa da atual Guiné-Bissau foi o português Álvaro Fernandes, em 1446.
A vila de Bissau foi fundada em 1697, como fortificação militar e entreposto de tráfico de escravos. Mais tarde, viria a ser elevada a cidade e a capital, estatuto que manteve após a independência da Guiné-Bissau. Apesar de os rios e o litoral terem sido uma das primeiras áreas colonizadas pelos portugueses, o interior só foi explorado a partir do século XIX.

Convite a comunidade arqueológica

Livro branco da Arqueologia portuguesa

O Livro branco da Arqueologia portuguesa é uma iniciativa da Associação dos Arqueólogos Portugueses, que consiste numa tentativa de sistematização e diagnóstico dos principais problemas da Arqueologia portuguesa, redigida por representantes dos seus principais protagonistas: do ensino ao mundo do trabalho, dos museus ao Estado, passando pelas autarquias, as associações locais, as organizações profissionais. Mas a oportunidade de um diagnóstico não se justifica senão pela busca de soluções, de vias de trabalho e perspectivas de futuro. O que é a Arqueologia, hoje? O que queremos que seja amanhã?

O Livro branco da Arqueologia portuguesa é uma iniciativa aberta, e por isso divide-se em doze partes, cada uma delas constituída por secção de textos redigidos por convite, e outra secção de textos e depoimentos enviados à sua comissão redactora de acordo com os temas genéricos apresentados. A comissão fará uma selecção dos textos recebidos tendo em conta as limitações objectivas do livro e os critérios editoriais indicados. O objectivo é a apresentação de uma série diversificada de textos de reflexão cuidada e fundamentada.

Destaca-se ainda um anexo com uma lista de património em risco, constituída por fichas individuais, e igualmente aberta à participação de todos.

Apelamos por isso a toda a comunidade arqueológica o envio de textos. Queremos que este Livro branco constitua um verdadeiro marco, da forma mais participada possível, e se assuma desde logo como ferramenta de trabalho.

Critérios editoriais:

? Os textos enviados não devem ultrapassar as dez páginas dactilografadas (espaçamento simples), de acordo com as normas editoriais da Revista Portuguesa de Arqueologia;
? Os autores dos textos devem identificar-se à comissão redactora, com respectiva filiação institucional, a qual se compromete a respeitar o anonimato, ou a apresentação dos textos sob pseudónimo na sua publicação, caso seja a vontade do autor;
? Os textos devem centrar-se num dos tópicos específicos, sem prejuízo do alargamento da reflexão;
? Os textos podem assumir a forma de ensaio, desde que as informações apresentadas sejam devidamente fundamentadas;
? As fichas de sítio para o património em risco deverão conter: 1.Identificação, administrativa e geográfica, do sítio ou conjunto; 2. Breve historial, da investigação e das intervenções realizadas; 3. Riscos em que se encontra.
? O prazo limite para a entrega dos textos é 30 de Abril de 2010.

Livro branco da Arqueologia portuguesa

1. Introdução
2. As universidades e o ensino da Arqueologia
3. A Arqueologia e o mundo laboral
4. A Arqueologia e os museus
5. A Arqueologia e o Estado
6. A Arqueologia nas autarquias
7. A Arqueologia e o associativismo
8. Os arqueólogos e a sua organização
9. A Arqueologia e a investigação
10. A defesa do património
11. A função social da Arqueologia
12. Perspectivas de futuro. Conclusões.

Anexo: Património em risco.

Veias da America Latina


As Veias Abertas da América Latina: No livro, Eduardo Galeano analisa a história da América Latina desde o período da colonização européia até a Idade Contemporânea, argumentando contra a exploração econômica e a dominação política do continente primeiramente pelos europeus e seus descendentes e, mais tarde, pelos Estados Unidos. Devido à sua perspectiva de esquerda, o livro foi banido da Argentina, do Chile e do Uruguai durante as ditaduras militares destes países. Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal tem-se acumulado e se acumula até hoje nos distantes centros de poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. Para os que concebem a História como uma disputa, o atraso e a miséria da América Latina são o resultado de seu fracasso. Perdemos; outros ganharam. Mas acontece que aqueles que ganharam, ganharam graças ao que nós perdemos: a história do subdesenvolvimento da América Latina integra, como já se disse, a história do desenvolvimento do capitalismo mundial.

Os Ventos

O vento não se pode ver, mas ele fica evidente ao movimentar as nuvens, o mar e o barco à vela. “Vento é o deslocamento do ar, para isso depende de deslocamentos de temperatura e pressão”.
Existem três tipos de vento que circulam em grandes extensões do planeta: as brisas, as monções e os ventos alísios.

As brisas: “Durante o dia, o oceano está mais frio e o continente mais quente, por isso a brisa sopra do mar. À noite, o movimento é no sentido contrário. São as brisas terrestres".

Os ventos alísios são provocados pela rotação do planeta Terra. “Como a Terra gira de oeste para leste, o ar em contato com o planeta provoca um atrito”. “Os alísios são mais perceptíveis perto dos trópicos, eles sopram em direção ao equador. O contra–alísio sopra no sentido contrário. Ele é considerado constante, porque enquanto a Terra girar ele vaI ocorrer”.

A energia eólica é explorada em várias regiões do mundo onde a velocidade dos ventos é mais intensa. Os aerogeradores transformam o movimento do ar em eletricidade. O Brasil tem potencial para aproveitar esse tipo de geração de energia. “A velocidade dos ventos gera energia nas turbinas eólicas. Em algumas regiões, essa velocidade é maior, provocando um maior aproveitamento dessa energia eólica, que é renovável, alternativa e limpa”.

«Maravilhas» da geologia portuguesa em exposição

De 27 de Outubro a 30 de Abril de 2010
As mais notáveis peças das colecções portuguesas de paleontologia, de arqueologia pré-histórica e de mineralogia vão estar expostas ao público no Museu Geológico de Portugal, em Lisboa, de 27 de Outubro a 30 de Abril de 2010.

Intitulada “As 27 primeiras maravilhas do Museu Geológico de Portugal”, esta exposição pretende dar a conhecer excepcionais testemunhos da história do território português e dos antepassados, animais e plantas que nele viveram ao longo de milhões de anos.

“Quando já tanto se falou das maravilhas do Mundo e de Portugal, julgamos oportuno trazer a público outro tipo de “maravilhas” cuja dificuldade esteve em escolher 27 por entre tantas”, sublinhou a organização da exposição.

Entre as relíquias expostas, os visitantes poderão admirar o Meteorito do Monte das Fortes (caído em Portugal em 1950), a Bacia de um Omosaurus lennieri (dinossauro herbívoro encontrado na zona de Lourinhã-Peniche-Caldas da Rainha) e o crânio de um super-crocodilo que viveu há 12 milhões de anos na actual zona de Chelas.

Estarão também patentes uma árvore com cinco milhões de anos, uma flor com 470 milhões de anos, o fóssil de cão que viveu há seis mil anos e objectos de há cinco mil anos a.C, descobertas que resultaram do trabalho de sucessivas gerações de investigadores e técnicos, que começou há mais de 150 anos.


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=36128&op=all

Paleopatologia_e_Trepanacao

words...documentos e ficheiros!

Brain storming!!

Reflexão!?

Vegan Art...

saber viver!



Classes!!!




Foto in Pompidou@Paris

Carnaval ou carne vil???














A origem da denominação Carnaval não reúne consenso entre os historiadores: as duas teorias mais conhecidas dividem-se entre uma conotação religiosa, em que a palavra resulta do latim “carnevale” (junção de carne e adeus, que designaria o último dia em que era permitido comer carne, antes da Quaresma), e a influência das festas em honra de Dionísio, nas quais um cortejo de carros (“carrus navalis”) distribuía vinho ao povo de Roma, contudo, outra tese, que vai buscar ao Médio Oriente, onde os calendários solares eram fortemente assinalados, a expressão “carr nabal”, isto é, a festa dos loucos.

As celebrações carnavalescas decorriam com um fundamento sagrado ainda antes do nascimento de Cristo, numa festa babilónica praticada pelos judeus e descrita na Bíblia, motivada para comemorar o fim do inverno e o início das sementeiras.

“As pessoas faziam espalhafato e barulho, condenavam e enterravam simbolicamente, em teatros, os poderosos, os opressores e os líderes religiosos e mudavam os papéis sociais, vestindo-se de rico ou do sexo oposto. Era uma festa de subversão social”, descreveu.
A temática manteve-se mais tarde, quando o Carnaval se estendeu ao Mediterrâneo e passou a chamar-se Entrudo (entrada), ficando “arrumado” no calendário cristão como uma despedida do profano para entrada no período da Quaresma.

Apesar da conotação ao sagrado, a Igreja Católica sempre suspeitou deste período de “desregulação”: até há cerca de “50 ou 60 anos” organizava uma reza de quarenta horas, durante a qual os fiéis se revezavam na igreja para “reparar os males e abusos” praticados.

“O Entrudo passou a ser Carnaval sem nada de sagrado!!

Paris!!!!




Paris é famosa pelos seus perfumes, vinhos, queijos, alta costura, jóias e antiguidades, conhaque, champanhe, e o foie gras...

Da área sofisticada de Saint Honore ao chamativo Marais, Paris tem várias áreas comerciais para todos os gostos e orçamentos.

Nas boutiques do Marais misturam-se com talhos ou patisseries tradicionais;

O famoso Marche aux Pouces, mercado de pulgas de Saint Ouen é um lugar para encontrar coisas interessantes,outros mercados tradicionais ocorrem em alguns bairros da cidade, como o mercado de flores em Ile de la Cité, e os postos de livros antigos, gravuras e mapas ao longo do Sena. No caso dos produtos frescos, tais como carnes e queijos, o melhor é o Mercado de la Bastille.

Abien tout...Magnifique Paris!

verdade ou mito!?!




Estamos perante um livro corajoso que aborda o tema com uma transparência total.

Carta Geologica@Paris




Carte géologique simplifiées de la région de Saint-Denis. 1. alluvions (sables, graviers et argiles) : Quaternaire ; 2. terrains glissés : Quaternaire ; 3. meulière de Montmorençy : Stampien moyen ; 5. calcaires, argiles vertes et marnes supragypseuses : Stampien inférieur - Ludien supérieur ; 6. série du gypse : Ludien ; 7. marnes, calcaires de Saint-Ouen : Marinésien ; 8. sables de Beauchamp : Auversien ; 9. calcaire grossier : Lutétien : 10. calcaires, argiles et sables : Yprésien-Montien ; 11. craie : Campanien. Dessin J. Prim d'après C. Lorenz

Nevão@Paris



Mapas, mapas, mapas!!!!

Adoro mapas!!! do mundo, de metro, daS cidadeS, tematicos e das festas!!!




boys!!!!


osTrAS!!



Se viesses cá! Oferecia-te ostracodus!!
grande Beijo!!

Olho de artista!!





pensando!


A pensar na tese...