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The future!!!!!!!!!!

Esfriar o planeta: último recurso incerto para combater mudanças climáticas
(AFP) – há 3 dias
LONDRES — Esfriar o planeta através de procedimentos dignos de ficção científica é uma iniciativa que pode servir como última alternativa caso fracasse a luta contra o aquecimento global; no entanto, colocar um projeto como este em prática é considerado arriscado e incerto.
Apresentado nesta terça-feira em Londres pela prestigiada Royal Society, o estudo sobre a "geoengenharia" soa como uma advertência a três meses da conferência internacional de Copenhague, na qual todos os países do planeta tentarão chegar a um acordo para combater as mudanças climáticas.
"É uma verdade desagradável, mas (...) a geoengenharia e suas consequências são o preço que teríamos que pagar por nossa incapacidade de agir contra o aquecimento global", explicou o professor John Shepherd, da universidade de Southampton, que presidiu um painel de 12 cientistas.
O relatório, intitulado "Geoengenharia do clima: ciência, governança e incerteza", expõe duas categorias de projetos: os que pretendem "regular" o calor procedente do sol e os que querem reduzir a taxa de CO2 na atmosfera.
Entre as ideias propostas na primeira categoria, os cientistas sugerem a instalação de gigantescos espelhos no céu para devolver ao espaço parte da radiação solar, o desenvolvimento de uma película refletora para cobrir imensas extensões desérticas, e a criação de nuvens sobre os oceanos com a ajuda de grandes pulverizadores instalados em barcos que percorreriam todo o planeta.
Outra hipótese: liberar dióxido de enxofre (SO2) na atmosfera para atenuar a força dos raios solares que chegam à Terra, reproduzindo o que ocorre quando há uma grande erupção vulcânica. O fenômeno, no entanto, poderia ter impacto na camada de ozônio e modificar consideravelmente as precipitações.
Algumas destas técnicas podem, em teoria, reduzir as temperaturas rapidamente. Entretanto, o relatório adverte que não seriam suficientes para diminuir a concentração de CO2 - que, entre outros efeitos, gera a perigosa acidificação dos oceanos.
Os cientistas preferem técnicas que permitam retirar CO2 da atmosfera, um dos principais gases causadores do efeito estufa, considerando que poderiam ser aplicadas de maneira "segura, eficaz e práticavel (financeiramente)".
A construção de imensas torres em todo o mundo para "capturar" as moléculas de CO2 presentes no ar parece tecnicamente factível, mas levanta questões complicadas, como o armazenamento do gás.
Outra proposta original: pintar de branco telhados, estradas e calçadas para refletir os raios de sol. A vantagem? Trata-se de uma medida simples e sem riscos. O inconveniente é que reduziria a temperatura apenas localmente, nas cidades mais quentes, e não a temperatura do planeta.
"Nenhuma das tecnologias de geoengenharia estudadas até agora é uma varinha mágica, e todas apresentam riscos e incertezas", estimou Shepherd.

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Recriação sonora ajuda a saber mais sobre dinossauros.

O Museu da Lourinhã propõe aos seus visitantes uma nova forma de conhecer o conteúdo da sala de Paleontologia, dedicado aos dinossauros. Desde meados de Agosto e até ao final da primeira quinzena de Setembro, uma instalação sonora dá uma nova vida aos fósseis permitindo um regresso às origens e criando a ilusão do movimento através do som.

A instalação foi concebida e montada pela empresa Realizasom, Lda, em parceria com o Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã. Entre os trabalhos realizados pela empresa destacam-se as instalações sonoras das exposições permanentes do Museu Municipal de Portimão e do Museu Industrial da Quimiparque, no Barreiro, e uma instalação temporária na Central Diesel da Fábrica da Pólvora de Barcarena, em Oeiras.

O Museu da Lourinhã pode ser visitado de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e 12h30 da parte da manhã e entre as 14h30 e as 18h30.

ROTAS dos "conhos" - Vila Rei

Vila de Rei vai criar rotas e um centro de interpretação das conheiras
do concelho

Público, 31/08/09, por Manuel Fernandes Vicente

Abundantes vestígios da exploração de ouro na época romana são cada
vez mais uma atracção turística e um valor patrimonial do concelho que
está no centro geodésico do país.


A Câmara de Vila Rei pretende fazer uma grande aposta no valor
arqueológico, geológico e cultural das conheiras do concelho. Em 2010
vai avançar com a criação de uma rota envolvendo o principal destes
depósitos de seixos existentes no concelho e provenientes da
exploração de ouro na época romana, localizado próximo da aldeia de
Lousa. Trata-se de um projecto-piloto que deverá ser posteriormente
alargado à maioria das cerca de 50 conheiras dispersas por quase um
terço do território municipal, que já foram identificadas, sinalizadas
e classificadas pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico
e Arqueológico (Igespar).

A par da abertura das rotas das conheiras, umas em percursos
pedestres, outras só possíveis de realizar em veículos preparados para
circular em todos os tipos de terreno, a autarquia já apresentou uma
candidatura aos fundos comunitários para a edificação de um centro de
interpretação daqueles vestígios. Neste espaço, a localizar na própria
sede do concelho, será possível aos visitantes ficar com uma noção do
que são estes imensos aglomerados de centenas de toneladas de grandes
seixos rolados, bem como o seu enquadramento histórico e as incríveis
histórias e lendas que acompanham cada um deles.

"Tem havido um crescente interesse de grupos institucionais e
informais de pessoas que têm curiosidade em visitar e adquirir
conhecimentos sobre as conheiras e que contactam a autarquia no
sentido de prestarmos o apoio possível. Neste momento temos dois guias
que podem fazer o acompanhamento dos visitantes e explicar as razões
da existência das conheiras", afirma o vereador da Cultura do
município local, Paulo César. O autarca adianta que a Câmara de Vila
de Rei, distrito de Castelo Branco, vai em breve admitir a estágio um
técnico de Antropologia cujo trabalho incidirá na área da investigação
e dinamização das conheiras já classificadas.

Durante muito tempo foi notória a falta de interesse e o pouco
reconhecimento público que mesmo em Vila de Rei se nutria pelas suas
monumentais "montanhas de seixos", que atestam ainda hoje a exploração
do ouro que se encontrava residualmente nalguns seixos dos rios
(conhecidos popularmente por "conhos") na época dos romanos e também
no período da presença árabe.

Mas hoje a perspectiva que se tem em todo o concelho sobre aquelas
"montanhas de pedras" é diferente, tendo inclusivamente a conheira de
Lousa sido reconhecida como uma das sete maravilhas do concelho, numa
competição similar às sete maravilhas do Mundo ou de Portugal, mas
circunscrita ao município de Vila de Rei. Por outro lado, há uma
empresa de animação turística a operar na vila que, entre outras
alternativas, comercializa a possibilidade de percorrer um trajecto
que inclui a visita a algumas conheiras.

Durante alguns anos, as conheiras foram ameaçadas pela eucaliptização
intensiva dos sítios em que se encontram, que alterava a topografia
dos terrenos e o seu próprio conteúdo geológico e arqueológico. O
furto dos "conhos", usados para a edificação de prédios e moradias nas
aldeias vizinhas e, por vezes, mesmo fora do concelho, foi também uma
das ameaças a que os vestígios estiveram sujeitos durante muito tempo.

Paulo César frisa que este cenário se alterou bastante nos últimos
tempos, fruto de uma maior sensibilização das pessoas para a
importância dos amontoados de "conhos", levada a cabo pela câmara e
por uma arqueóloga que até há pouco tempo trabalhou para a autarquia.
"É verdade que os eucaliptos são ainda uma ameaça, mas em relação ao
furto de pedras para obras isso já pouco acontece, porque o próprio
povo que vive nas proximidades alerta e não permite que levem as
pedras, ou então denuncia a situação, já que as conheiras têm
protecção legal", garante o vereador da cultura.



http://jornal.publico.clix.pt/noticia/31-08-2009/vila-de-rei-vai-criar-rotas-e-um-centro--de-interpretacao-das-conheiras-do-concelho-17689375.htm

Sesimbra arqueológica

Apresentação da Carta Arqueológica de Sesimbra
03-09-2009 18:05
Um dos maiores povoados da Idade do Bronze conhecido na Europa, contemporâneo das guerras de Tróia (cerca de 1200 a 800 a.C.), foi descoberto no sopé da Serra do Risco, concelho de Sesimbra.



Com cerca de 100 hectares, o povoado está associado ao monumento da Roça do Casal do Meio, escavado no início dos anos 70 por Konrad Spindler (o primeiro arqueólogo a estudar o Homem do Gelo ou Ötzi), do Instituto Arqueológico Alemão, e que é uma referência científica em toda a Europa.
Este foi um dos mais relevantes achados feitos pela equipa de arqueólogos, espeleólogos, alunos de belas-artes e de arqueologia das Faculdades de Belas-Artes e de Letras da Universidade de Lisboa, do Centro de Estudos e Actividades Especiais, da Liga para a Protecção da Natureza e do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul, que durante os últimos dois anos e meio percorreram o território do concelho para elaborar a Carta Arqueológica de Sesimbra.
Para além do povoado, as prospecções levaram ainda à descoberta de uma placa de madeira com um texto em árabe, datado de cerca de 1195-1199.

Apesar da tradução do campo epigráfico ainda não estar completa, estudos preliminares de arabistas indicam que estamos perante um escrito de cariz religioso, com referências expressas a Allah, que terá sido escondido numa gruta em altura de grande instabilidade e insegurança militar.

O interesse arqueológico pelo território de Sesimbra começou muito cedo, ainda durante o século XIX, através de Carlos Ribeiro, fundador do Museu dos Serviços Geológicos. Mais tarde, na década de 40, passaram por aqui dois grandes vultos da arqueologia, Henry Breuil e George Zbyszewsky.

A partir de 1955, Eduardo da Cunha Serrão desenvolve em Sesimbra um projecto de investigação, com a colaboração de uma equipa de jovens arqueólogos que resulta na primeira Carta Arqueológica do concelho, concluída em 1973 mas publicada apenas em 1994.

Neste momento, com os novos métodos de investigação e as tecnologias disponíveis, a autarquia decidiu, em parceria com um conjunto de entidades, avançar para a nova Carta Arqueológica. ( online 03/09/09)

Almeida, candidata a património mundial!!!!

A Câmara Municipal de Almeida anunciou hoje que entregou este mês, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, o dossier de candidatura da antiga praça-forte da vila fronteiriça a Património Mundial
Segundo o presidente da autarquia, António Baptista Ribeiro, a candidatura está integrada num processo que envolve outras fortificações abaluartadas da raia luso-espanhola, nomeadamente Elvas, Valença, Estremoz e Mação (Portugal), Ciudad Rodrigo, Olivença e Badajoz (Espanha).
Na sessão de apresentação pública do projecto, integrada nas comemorações do cerco de Almeida ocorrido durante as Invasões Francesas, o autarca referiu que a candidatura foi iniciada em Maio e concluída em Julho deste ano, admitindo que «não foi um trabalho fácil».
António Baptista Ribeiro disse à agência Lusa acreditar que a antiga praça-forte receberá o galardão de Património da Humanidade, a atribuir pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Ciência, Educação e Cultura), por considerar que a vila possui «muralhas que são consideradas das melhores conservadas da Europa e umas ´Casamatas` (construções subterrâneas à prova de bomba) únicas no Mundo”.

Para o autarca, a vila fronteiriça - conhecida como «estrela do interior» -, possui um vasto património histórico, daí que considere que, finalmente, Almeida, poderá «brilhar no património universal».
A entrega do dossier da fortaleza de Almeida à Candidatura das Fortificações Abaluartadas da Raia Luso-Espanhola a Património Mundial, também é valorizada pelo historiador Adriano Vasco Rodrigues.

A fortaleza militar de Almeida, rodeada por um fosso, foi construída nos séculos XVII e XVIII. Tem forma hexagonal e é constituída por seis baluartes (S. Francisco, S. Pedro, Santo António, de Nossa Senhora das Brotas ou do Trem, de Santa Bárbara e de S. João de Deus) e igual número de revelins (da Cruz, dos Amores, da Brecha, de Santo António, do Paiol Doble ou Hospital de Sangue).

A antiga praça-forte de Almeida, localizada perto da linha de fronteira com Espanha, é considerada uma “jóia” da arquitectura militar abaluartada.
A vila faz parte do Programa das Aldeias Históricas de Portugal, lançado pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva, quando ocupou o cargo de primeiro-ministro.
Lusa / SOL