Olhando o mar, sonho sem ter de que.

Olhando o mar , sonho sem ter de que.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
mas de se nada ver quanto a alma sonha!
de que me servem a verdade e a fé?

ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
sonhamos sonhamos sonhamos.

As árvores longinquas da floresta
parecem, por longinquas, star em festa.
Quanto acontece porque se nao vê!
mas do que há pouco ou nao há o que resta.

se tive amores? já nao sei se os tive.
Quem ontem fui ja hoje em mim nao vive.
bebe, que tudo é liquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.

colhes rosas? que colhes, se nao hão-de ser
Motivos coloridos de morrer??
Mas colhe rosas. Porque nao colhe-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?
Fernando Pessoa
by me in Mação!!!
hahahaha
é tao bom voltar ao TEATROOOOO!!!

bora la...

Vitalic



Casa da Musica - Porto dia 16 Março

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.



Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho genios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

Álvaro de Campos

Musica do mês



Ésta é para a Grega!!



para as Portuguesinhas do meu coraçao!!!



e para os portuguesinhos tambem!!!

De volta no Portugalo


Lisboa....Alvega-Ortiga...Mação

London

The Hacker

Every night with my smart friends
we eat caviar and drink champagne
Snif in V.I.P area
we talk abaut Frank Sinatra

You know Frank Sinatra???
Is dead, Dead!!

hehehe

To be famous is so nice
Suck my dick, look my eyes

In limousines we have sex
Every night with my strong friends!!

Nice!
Suck my dick, so nice!
V.I.P. area
Frank Sinatra

This is a song for my frinds
To be famous is so nice!!

Miss Kitten

Latoaria


O Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo apresenta a exposição "Latoaria em Mação". Uma mostra etnográfica que está patente ao público no Espaço de Memória de Mação, do Instituto Terra e Memória (antiga Escola Primária de Mação) até ao final de Março. Em exposição estão dezenas de peças de latoaria, máquinas, ferramentas e até uma pequena reprodução de uma oficina.
Esta mostra evidencia o carácter etnográfico relacionado com a história cultural da técnica, vislumbrando-se um património tecnológico nos contornos que adquiriu localmente.
Uma exposição a não perder até final de Março, onde se preserva a arte da latoaria e a memória daqueles que se dedicaram a este ofício no Concelho de Mação.

A mostra "Latoaria de Mação" integra o Ciclo de Exposições Temáticas que o Museu leva a cabo no Espaço de Memória de Mação do ITM.
Data da Publicação 21.01.2008
Município de Mação - Verde Horizonte

Anta Foz Rio Frio -Ortiga














Há cerca de 7-8 milénios as sociedades humanas comaçaram a transformar de forma decisiva a natureza, imprimindo-lhe uma dimensão antropizada.
da- se inicio ao processo de neolitizaçao, um processo que duraria mais de 2 mil anos, e que marcou definitivamente a apaisagem e as identdades das populações.
a transformçao da paisagem regista-se a 3 niveis: a modificaçao fisica, com a desflorestação e a construção de espaços domésticos de habitaçao sazonal e mais tarde permanente; o ordenamneto, com a construção de grandes munomentos funerários ( antas).














A Anta da Foz do Rio Frio é um monumento funerário, construido provavelmente depois do 5ºmilénio a.c.,
Integra-se no mais antigo megalitismo da região, acompanhando a expansão do agro-pastoralismo, a partir da margem esquerda do Tejo nos finais do 5ºmilénio.
a sua tipologia muito semelhante à Anta do Vale da Lage, sugere esta cronologia.
Luis Oosterbeek

Nostalgic Things

Matallica- Unforgiven


Cramberries- Just my imagination

Chá de mel e pólen




Chá de mel e pólen de plantas.

O pólen é retirado pelas abelhas obreiras das plantas de esteva, sargaço, eucalipto e alecrim.
É utilizado como tónico, dado a sua única composição como anti-stress; anti-anémico; para prevenção e tratamento da próstata e ainda melhora a circulaçao sanguinea.












O mel tem propriedades terapeuticas tais como:
Aumenta a taxa de assimilaçao de outros alimentos.
Estimula o apetite
Facilita a retençao de calcio e magnesio
Efeito laxativo e calmante.
Aumenta a taxa de hemoglobina.
Acção diurética e antimicrobiana
Antiséptico(aplicações cutaneas) e tratamento das vias respiratorias.









Isto da boca de uma senhora que passado 2 minutos depois de explicação, ja me queria bater!!!
Tirar-me o cobranto... e ler me a mão!!!
Santo domingo!!

Parabens!!


28 ANINHOS!!! hehehe